CUPINS

Há cerca de 2750 espécies de cupins (Ordem Isoptera) no mundo, distribuídas principalmente em regiões tropicais e subtropicais, com poucas espécies em regiões desérticas ou de clima temperado. São conhecidos mundialmente por térmite, que em latim significa “verme que rói a madeira”, no Brasil a palavra cupim é de origem Tupi.

Biologia

Cupins são pequenos insetos sociais que vivem em ninhos, e há completa interdependência entre os indivíduos e sobreposição de gerações. As comunidades possuem indivíduos de diferentes morfologias, denominadas castas, adaptadas ao trabalho que desempenham.

As colônias que formam variam de algumas centenas de cupins até milhares de indivíduos que comem a madeira (sua principal fonte alimentar é a celulose), construindo uma rede de túneis de circulação. Várias espécies de cupins podem viver juntas num mesmo cupinzeiro, mas elas não se encontram, ocupando diferentes câmaras e galerias. Dependendo da espécie, as colônias podem estar localizadas no solo ou em madeira. Podem entrar em residências através de pequenas frestas ou rachaduras em telhados, fundações e paredes, e podem ainda ser carregados através de madeira infestada (mobília antiga ou lenha) ou materiais de construção.

Em termos gerais, uma colônia de cupins é constituída por um casal real (rei e rainha), que são os reprodutores, os operários e os soldados, ambos estéreis. Apenas o casal real é alado. Os operários geralmente constituem a casta mais numerosa. Como o próprio nome indica, são os responsáveis por todo o trabalho da colônia: construção, reparo e limpeza do ninho, coleta de alimento, alimentação dos indivíduos de outras castas, além do cuidado com ovos, jovens e o com o par real. Nas espécies em que não ocorre a casta dos soldados, eles também defendem a colônia. Os soldados são os responsáveis pela defesa da colônia e proteção dos operários durante a coleta de alimentos, havendo muitas adaptações morfológicas relacionadas a esta função, como poderosas mandíbulas e secreções com princípios ativos de natureza tóxica, ou viscosa e muito grudenta.

A revoada é conhecida pelo público em geral, principalmente na primavera e/ou no verão (no início da estação chuvosa), quando há verdadeiras nuvens de cupins (então chamados de siriris ou aleluias), voando em torno de pontos luminosos. Este fenômeno é essencialmente sazonal, relacionado com as variações climáticas da região, principalmente calor e umidade relativa do ar. Após a revoada, os indivíduos alados perdem as asas e formam-se os pares. Uma vez encontrado um local favorável para o estabelecimento da nova colônia, ocorre a primeira cópula do par real. Depois de fundar a colônia, o par real permanece junto, ocorrendo várias cópulas durante a vida.

Principais espécies

 CoptotermesCoptotermes sp.

Gênero da família Rhinotermitidae constituído por cupins subterrâneos no qual está inserida a principal espécie-praga de cupim em áreas urbanas.         Vivem em ninhos construídos em locais úmidos, escuros e ocultos no solo ou dentro de cavidades (estruturas ocas nas edificações ou em tronco de árvores), geralmente exteriores às massas alimentares, com as quais se conectam através de túneis externos, protegendo-os das adversidades do ambiente. Produzem fezes fluidas, que endurecem gradualmente em contato com ar e são empregadas na construção do ninho, túneis e marcação de percursos. As colônias são consideravelmente grandes e, portanto, o ninho expande-se muito com o aumento populacional. Exploram largamente o ambiente sempre à procura de novas fontes de alimento. Cupins subterrâneos podem buscar alimento até 100m de distância de sua colônia, portanto se seu vizinho tem cupins, você provavelmente também sofrerá com esse problema.

CryptotermesCryptotermes sp.

Esse gênero cosmopolita pertence à família Kalotermitidae que é conhecida por abranger os cupins de madeira seca. Esse nome é atribuído porque, à medida que se alimentam, escavam câmaras e túneis na madeira, e também constroem seus abrigos. Porões, batentes de portas e janelas, rodapés e vigas são alvos em potencial para esses insetos, que também podem atacar móveis, papéis e qualquer outro objeto que contenha celulose em sua composição. Ocorrem apenas em áreas urbanas (não há registro de indivíduos encontrados em ambientes naturais), nos madeiramentos de construções e/ou mobiliários, e constituem a segunda espécie-praga mais importante entre os cupins pela gravidade dos danos que ocasionam, larga distribuição geográfica e facilidade com que são transportados para novas localidades. As colônias são geralmente pequenas, e os sinais de infestação são bem discretos em infestações iniciais, sendo a presença de grânulos (fezes) próximos a orifícios na madeira a evidência mais típica. No caso de infestações maiores, com a presença de colônias maduras, costuma-se encontrar asas no local.

Danos causados

Cupins geralmente não carregam doenças, mas podem causar dano significativo à estrutura infestada se não forem tratados. Os principais danos ocorrem nas estruturas de madeira, móveis e outros derivados de celulose como livros e papéis em geral, podendo cavar túneis em batentes de portas, fundos de armários e guarda-roupas embutidos, caixas de luz, conduítes, entre outros.

Bibliografia

 www.biota.org.br